quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Liberdade e o início

Uma tentativa - Capítulo 20


Chegamos, meu carro é aquele verdinho vamos! 

...

Já colocou o cinto? Então seguimos, você mora na Vila Davi, então tenho que tomar a esquerda, pela ponte é mais perto. Mas, como eu te dizia... 

Peguei meu carro na oficina, ele estava há três dias parado e eu tendo que correr feito uma louca para cumprir as obrigações. Estava cansada da correira e fiquei lá pressionando os caras e ainda bem, me entregaram ontem mesmo. resolvido as implicações do carro  fui para consultório, tenho dois pacientes agora. Um na segunda e outro na terça, estou gostando de voltar a ouvir as pessoas. 

cheguei lá a paciente já estava a me esperar, atrasei por conta do carro e o trânsito que estava horrível. Mas, atendi a paciente e fui-me embora. Quando estava saindo encontrei-me de novo com o Renato. Não sei por que, mas tive a sensação de que ele estava a me espreitar. Não dei bola. nestes últimos dias andei pensando sobre os ocorridos e decidi que não quero me envolver nesta situação novamente. 

Antes do Renato se casar com a Cristine ele disse para ela que eu estava dando em cima dele e que ele estava começando a ficar interessado em mim. Veja que absurdo! Acho que coisas estranhas só acontecem comigo mesmo. 

Quase perdi minha amiga, mas consegui fazê-la entender que era mentira dele. Eu sempre amei o Renato, mas nunca falei sobre isso com alguém. Eles estavam de casamento marcado e Cristine quase desistiu de tudo, mas descobriu que estava grávida e a gravidez era de risco. Decidiu-se pelo casamento. Eu a avisei, disse que não era por aí, que ele a faria sofrer outras vezes, mas ela não me ouviu e resolveu se afastar.  Meu coração doeu, mas compreendi o que lhe passava. 

Depois disso os encontrei agora, o Renato naquela segunda que voltei ao escritório e a Cristine esses dias enquanto caminhava pela manhã, eles estão separados, ela descobriu as traições dele,  e perdeu mesmo o bebê. Está acabada, porque o ama. 

Quando percebi que eles estava a me esperar na saída do prédio a raiva me subiu e acabei descobrindo que o que eu sentia por ele não era amor. Era físico, sabe atração física, mas até esta acabou quando descobri que ele havia mesmo destruído a vida da minha melhor amiga. meu desgosto fez-me voltar os sentidos racionais.

Estava ali parada e veio ele me falar, trazia no rosto aquele sorriso sedutor, que, de hora pra outra, me pareceu o mais idiota dos sorrisos. Mandei-lhe ao inferno e segui o meu caminho. Disse-lhe que para procurar algo melhor na vida para fazer, algo que seja realmente útil e que não seja destruir a vida dos outros.

Entrei no carro e vim embora. Antes porém, passei na livraria para  comprar um livro que uma amiga havia me indicado. Viva chama de Tray chevalier, e quando estava a sair de lá esbarrei-me com um rapaz. TODAS as coisas caíram de minhas mãos e eu fiquei com cara de boba olhando pra ele. Tinha olhos verdes, era baixinho, 1.60 cm, mas trazia no rosto um sorriso encantador, suave, que tirou-me toda a raiva da cabeça. O danado ainda viu o livro que eu acabara de comprar e como desculpas ofereceu-me um café que, é lógico, eu aceitei.

Ah, chegamos! 
Amanhã te conto o restante.  
Beijo.

9 comentários:

  1. Esta é daquelas histórias que prendem!

    ResponderExcluir
  2. Respostas
    1. Obrigada Vera,
      Tua visita me alegra.
      Sejas bem vinda viu!
      Beijo grande!

      .))

      Excluir
  3. Então quando eu voltarleio o que vai acontecer com este encontro.
    Um beijo grande

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E que venham as surpresas! rsr
      Abraço Paulo!

      Excluir
  4. Que lugar mais belo para se esbarrar com alguém...!

    ResponderExcluir

Estou feliz demais com a tua visita!
Fique à vontade!

Obrigada!
R. Vieira