quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Uma coisa meio estranha!

Uma tentativa - Capítulo 42

Sim, sim. Fiquei um pouco sumida. Desculpa. estava correndo com uns papéis, chamara-me para um concurso público, terei apresentação de trabalho em um congresso numa universidade próxima daqui e pediram-me alguns serviços para as festas de fim de ano. Ai já viu, enrolei-me feito linha. 

Mas ontem jantei com o Paulo. Ele convidou-me para  conhecer a casa dele. É linda! Ele preparou-nos um jantar maravilhoso. Dançamos de novo, valsamos até cair no chão da sala exaustos. 

Ali deitada no chão fechei os olhos, sentia-me muito mais jovem e pedia, com todas as forças, para que aquele momento e todo o resto não fossem apenas uma fantasia de minha cabeça. Neste pensamento, quase que uma lágrima atrevida escorreu-me o rosto, mas fui salva pelo beijo doce do homem que eu tanto passei a desejar nos últimos dias.

Ficamos ali deitados, abraçados, durante um tempo que nem posso contar, porque perdi as contas de tão intenso que foi. 

Depois levantei-me e fui ao piano. Sim, ele tem um e é lindo! Branquinho combinando com a decoração da casa. A primeira música que veio-me a mente foi a valsa que dançamos em minha casa. Não havia violinos, nem baixo, nem contrabaixo, nem flautas, para tocá-la como merecido, mas foi lindo porque a música estava em minha mente. Ele sentou ao meu lado e tocamos à quatro mãos.

E tocamos e tocamos e erramos e rimos e começamos a  brincar com teclas fazendo um barulho estridente. Ele me abraçou e beijou-me suavemente, mas o celular dele nos interrompeu. Ele olhou para o visor e ficou meio triste, disse que não ia atender e eu insisti que atendesse. Ele foi duro e seco com a pessoa do outro lado e desligou.

Aquilo soou-me estranho...

3467 era o final do número que ligava para ele. Levantei-me um pouco tonta, ele ficou assustado perguntando-me o que acontecera. Eu disse que estava bem, mas que precisava vir embora. Estava assutada com a forma que ele havia respondido àquele telefonema. 

Trouxe-me em casa e quando cheguei aqui, tomei um banho e tentei dormir, mas aquela cena ficou em minha cabeça durante toda a noite. Por que será que ele foi tão rude? Por quê??


Ah... Uma pena que esteja na tua hora. 
Volta para fazemos aquele passeio de tarde?
Então está bem. Ei a escolha do local é tua, não esqueça!

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Acompanhe




11 comentários:

  1. Secalhar ele ficou muito zangado por interromperem aquele momento :o

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  2. Nada de precipitações, nem julgamentos a maior parte das vezes a explicação é simples, nós é que tendemos a complicar.

    No meio das mil coisas que tens para fazer, quando tiveres um tempinho tens um miminho para ti no meu cantinho.

    Jinho

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  3. Meus Deus... Estava muito bom pra ser verdade. Espero os próximos capítulos. Adorei o "me enrolar como linha". Beijo grande... agora tenho que correr. Já estou atrasada!!!!
    Beijinhos

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  4. Ui, detesto ficar com a pulga atrás da orelha... esse telefonema assusta.

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  5. Vim agradecer a sua visita no "A mulher e a poesia" conhecer o seu cantinho e informar que o meu blogue principal e onde estou mais presente é o Sexta-feira
    http://6feira.blogspot.pt/. É neste que publico os meus contos e poemas.
    Voltando ao seu texto. O número 42 são os textos anteriores ligados a este? É que dá a sensação de que o texto é um techo de uma história que já vem sendo contada.
    Quanto ao telefonema, tanta coisa pode estar na raíz dessa situação, mas não me parece que fosse o facto da interrupção que levasse a uma atitude tão brusca.
    Um abraço

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  6. Às vezes um segundo estraga horas deliciosas!
    Beijos,

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  7. Esse momento deve ter sido maravilhoso, foi pena algo ter interrompido :x

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  8. Na próxima vez,desliga essa porcaria de celular e manda ele fazer o mesmo.
    Onde já se viu estragar esse momento tão lindo!!!!
    Beijão...

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  9. O instinto......
    Confiar no instinto....a sua reação foi resultado de um instinto que algo nao era normal e tão maravilhoso.....
    depois do momento lindo.....
    é preciso...esclarecer..
    bjos

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Estou feliz demais com a tua visita!
Fique à vontade!

Obrigada!
R. Vieira